O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez um pedido de desculpas públicas aos países vizinhos que foram alvo de ofensivas iranianas recentemente. Em um pronunciamento transmitido pela TV estatal, Pezeshkian afirmou que as Forças Armadas receberam ordens para cessar qualquer ataque que não seja em resposta a agressões anteriores. Essa tentativa de distensão ocorre em um contexto de isolamento diplomático de Teerã, que enfrenta uma série de ataques dos Estados Unidos e de Israel contra suas instalações nucleares desde o dia 28 de fevereiro.
As retaliações iranianas afetaram principalmente nações do Golfo que hospedam bases militares dos EUA ou que permitem o uso de seu espaço aéreo pelas forças ocidentais. Pezeshkian está tentando diferenciar os vizinhos neutros daqueles que colaboram com Washington e Jerusalém. Um porta-voz das Forças Armadas ressaltou que o regime poupará apenas os países que negarem apoio logístico às operações americanas e israelenses, enquanto os demais permanecem sob constante risco.
Apesar da mudança de tom em relação aos vizinhos árabes, o governo iraniano endureceu sua postura contra o Ocidente. O vice-ministro das Relações Exteriores, Majid Takht-Ravanchi, declarou que o Irã considera legítimos alvos quaisquer países europeus que ofereçam suporte militar aos EUA. Teerã advertiu que a participação europeia na ofensiva contra o Irã levará a uma resposta imediata e devastadora, ampliando o conflito para além do Oriente Médio.
A estratégia de Pezeshkian visa reduzir a pressão militar sobre o Irã, enquanto busca fragmentar a coalizão liderada pelos EUA. Ele argumenta que a ordem de não atacar a menos que seja atacado primeiro demonstra uma postura defensiva, mesmo com os vizinhos do Golfo mantendo suas defesas aéreas em alerta máximo. O cenário permanece volátil, pois o regime iraniano considera qualquer apoio logístico aos EUA como um ato de agressão direta, aumentando o risco de um conflito total na região.






