A seleção do Irã confirmou sua desistência da Copa do Mundo de 2026, anunciada em 11 de março de 2026 pelo ministro dos Esportes, Ahmad Donyamali. O boicote foi uma resposta a ataques militares realizados pelos Estados Unidos e Israel. Com o torneio marcado para junho, nos Estados Unidos, México e Canadá, a saída do Irã, já classificado e sorteado, leva a Fifa a aplicar normas administrativas rigorosas e a buscar um país substituto para a competição.
A decisão do Irã começou a se formar em 28 de fevereiro de 2026, após operações militares que culminaram na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. O Ministério dos Esportes do Irã declarou que a participação dos atletas nos Estados Unidos era inviável devido a questões diplomáticas e falta de segurança. Além disso, houve dificuldades relacionadas à emissão de vistos, que poderiam bloquear a entrada de jogadores que serviram no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
Com a desistência, o Irã aciona o Artigo 6 do regulamento da Fifa, que impõe penalidades financeiras e esportivas para federações que retiram suas equipes após a definição da tabela. O Irã enfrentará uma multa de pelo menos 250 mil francos suíços e terá que devolver aportes financeiros recebidos para a preparação da equipe. O Comitê Disciplinar da Fifa pode suspender a seleção iraniana de futuras edições do torneio.
A desistência do Irã impacta também a estrutura logística da fase de grupos da Copa do Mundo. O país estava alocado no Grupo G, com jogos marcados contra a Nova Zelândia, Bélgica e Egito, afetando o calendário e a operação de segurança da competição.








