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Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz a indenização dos EUA

O Irã endureceu suas condições para liberar o Estreito de Ormuz, essencial para o transporte de energia, exigindo indenização dos EUA por danos causados em conflitos....

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou no último domingo (09/08) que não reabrirá o Estreito de Ormuz, um ponto crucial para a economia mundial, sem que os Estados Unidos atendam às novas exigências estabelecidas por Teerã, incluindo compensações financeiras decorrentes dos danos da guerra.

O bloqueio ao estreito, onde antes transitavam 20% do transporte de energia mundial, foi implementado pelo Irã após ataques realizados por Estados Unidos e Israel no final de fevereiro. Nesse contexto, a república islâmica planeja cobrar pedágios para a passagem de embarcações e tem realizado ataques a navios que considera estar desviando de sua rota preferencial.

Os ataques nas águas do estreito, que anteriormente eram de livre trânsito, resultaram no colapso do cessar-fogo estabelecido em abril. Os mediadores têm pressionado ambas as partes a voltarem aos termos de um acordo firmado em junho, que estipulou um caminho para as negociações de paz.

Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, destacou que as conversas com Omã sobre o trânsito do estreito estão em fase avançada, mas ressaltou que a reabertura está condicionada a outras exigências e à indenização pelos danos ocasionados. Araghchi negou que o governo iraniano esteja envolvido em negociações diretas com Washington, afirmando que a comunicação se dá apenas por meio de intermediários.

Além das demandas já mencionadas, o Irã também estipulou que a reabertura do estreito requer que os Estados Unidos nunca mais amenacem o país. Um comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã reforçou que, para liberar o gargalo que conecta o Golfo Pérsico ao Mar Arábico, os EUA devem encerrar de forma definitiva as hostilidades, incluindo ações que possam ser vistas como ofensivas.

As conversações entre o Irã e Omã visam definir futuros acordos sobre o estreito em diálogo com outras nações do Golfo, respeitando o direito internacional, que em geral proíbe a cobrança de pedágio nas principais rotas marítimas.

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