Neste sábado (22), o Irã emitiu um alerta contundente, informando que qualquer país que apoiar a aplicação de sanções econômicas contra a república islâmica será classificado como "inimigo". A declaração veio de um alto funcionário do governo iraniano durante uma entrevista à TV estatal.
As afirmações surgem após o anúncio de Washington sobre o endurecimento das sanções econômicas com o objetivo de intensificar a pressão sobre Teerã. Mohsen Rezai, que ocupa a presidência do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, enfatizou que todos os países devem se abster de se unir à guerra econômica promovida pelos Estados Unidos.
Rezai afirmou que os países que não se distanciam das ações norte-americanas enfrentarão consequências diretas, mencionando que o Irã tomará medidas contra os interesses desses países. Ele observou que, até o momento, as ações iranianas se restringiram a ataques a bases militares, mas que a situação poderia mudar caso as sanções fossem impostas.
"Os Estados Unidos têm interesses econômicos no Irã e em outros locais. Se insistirem em nos sancionar, estaremos prontos para atacar esses interesses", declarou Rezai. Ele também fez menção ao ex-presidente americano, Donald Trump, alertando que qualquer ação contra o Irã resultará em um confronto de proporções significativas.
Na última quinta-feira, a chancelaria iraniana acusou os EUA de promoverem "terrorismo econômico" após as declarações do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que indicou que as novas sanções poderiam levar à derrubada do governo iraniano. Bessent está previsto para realizar uma coletiva de imprensa na próxima segunda-feira, onde anunciará novas medidas de pressão sobre o Irã, quase seis meses após o início de um conflito resultante de um ataque conjunto dos EUA e Israel.
A administração americana tem instado outros países, incluindo a China, a se unirem aos esforços para isolar a economia iraniana. No entanto, a China, um importante parceiro econômico do Irã, criticou a abordagem dos EUA, afirmando que as sanções e a pressão não são soluções eficazes para a crise no Oriente Médio.





