O Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, faleceu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual. Essa conclusão contrasta com a versão inicialmente apresentada pelo pai, Igor Gustavo Veloso de Souza, que alegou que a criança teria sofrido um afogamento na piscina da residência em Palmas. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias que levaram à morte da criança e examinar a possível participação do pai no caso.
O corpo de Gustavo apresentava sinais de hemorragia interna, marcas de agressões no rosto e laceração intestinal. Além do laudo já disponibilizado, a investigação solicitou exames complementares para verificar a presença de sêmen, álcool e drogas, cujos resultados serão integrados ao inquérito.
A criança foi encontrada sem vida em uma casa localizada na região norte de Palmas, após o pai procurar a Polícia Civil para relatar o ocorrido. De acordo com a defesa, o menino teria se afogado na piscina no domingo (2) e recebido atendimento no local. Na manhã de segunda-feira (3), Igor Gustavo alegou ter encontrado o filho sem sinais vitais.
Após o incidente, Igor Gustavo deixou a residência e se apresentou espontaneamente à delegacia, onde relatou os fatos, prestou depoimento e entregou as chaves da casa para que a Polícia Civil e a perícia realizassem os procedimentos necessários. Após ser ouvido, o pai foi liberado.
Os pais de Gustavo não viviam juntos e estavam envolvidos em disputas judiciais. Um vídeo gravado no fim de semana da morte mostra o menino se recusando a visitar o pai. Ao ser questionado pela mãe sobre o motivo de não querer ir, a criança responde: "Porque ele me bate".
A Polícia Civil continua a investigação e aguarda os resultados dos exames complementares para esclarecer a dinâmica da morte e possíveis responsabilidades.







