A comunidade de Londrina aguarda ansiosamente o início das Obras no Córrego Água Fresca, que finalmente receberam a autorização necessária após mais de dez anos de espera. Com a ordem de serviço assinada, as máquinas devem iniciar os trabalhos nos próximos dias, visando resolver um grave problema de erosão que ameaça a integridade da Rua João XXIII.
Atualmente, a região enfrenta um sistema de drenagem que suporta picos de vazão de até 36 mil litros de água por segundo, superando a capacidade das galerias antigas. Essa situação tem acelerado o desgaste das estruturas locais, colocando em risco a segurança de pedestres e motoristas que transitam pela área.
O projeto de engenharia, que possui um custo estimado em R$ 5,5 milhões, foi elaborado para aumentar a resiliência do sistema hídrico da localidade, implementando soluções de dissipação de energia. A obra inclui a instalação de poços de queda, que são estruturas projetadas para diminuir a velocidade e a força da água antes que ela alcance a nascente do Córrego Água Fresca. Essa abordagem não apenas protege as fundações das construções vizinhas, mas também contribui para a preservação ambiental, já que reduz o assoreamento e o transporte de sedimentos que afetam o Lago Igapó.
Com um prazo de execução previsto de 180 dias, a recuperação do sistema de drenagem é considerada uma conquista significativa para grupos sociais e ambientais, como os Escoteiros, que utilizam o fundo de vale para atividades educativas. O prefeito Tiago Amaral destacou a importância da obra, ressaltando que ela interrompe um ciclo de 14 anos de promessas não cumpridas e previne possíveis tragédias causadas pelo avanço das crateras na região.
A expectativa é que, ao final do prazo estipulado, a área deixe de ser um local de descarte irregular de lixo e se transforme em um espaço seguro e ambientalmente recuperado, beneficiando toda a comunidade local.






