A possibilidade de Cuba ser incorporada aos Estados Unidos, mencionada por Donald Trump, gera discussões sobre como seria a reorganização da ilha. Embora não existam precedentes diretos, analistas fazem comparações com Porto Rico, que possui um governo próprio, mas está sob legislação federal dos EUA, e o Panamá, que teve sua economia influenciada pela presença norte-americana ao longo do século XX.
Um cenário de anexação poderia levar à desestruturação do sistema político cubano, com a legalização de partidos e a realização de eleições competitivas. A transição envolveria a criação de novas instituições locais e reformas no Judiciário, além de garantir liberdade de imprensa e direitos civis. Para isso, uma administração de transição poderia ser necessária, supervisionada por autoridades dos EUA.
Os impactos econômicos seriam imediatos, com o modelo estatal dando lugar a um mercado mais dinâmico, incluindo privatizações e abertura ao investimento estrangeiro. Setores como turismo e construção civil poderiam se beneficiar rapidamente dessa mudança, gerando empregos e aumentando a renda.
A dolarização parcial ou total da economia também é uma possibilidade, refletindo a influência americana em outros territórios. A análise aponta que os efeitos econômicos da anexação seriam significativos, mas variariam em intensidade no curto prazo.






