Um vazamento de fluido ocorreu na Bacia da Foz do Amazonas durante atividades de busca por petróleo, gerando efeitos tóxicos no ambiente marinho. Um laudo do Ibama revelou que a fauna local foi exposta a substâncias nocivas, mesmo em pequenas quantidades.
O incidente, que aconteceu no poço Morpho, está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e afetou uma região reconhecida pela sua sensibilidade ambiental. Essa área abriga mangues, recifes de corais e comunidades tradicionais, além de ser vulnerável a correntes marítimas e variações climáticas.
A Petrobras informou que o vazamento ocorreu durante um teste operacional e que as operações foram imediatamente suspensas, seguindo protocolos internacionais de segurança. O Ibama, por sua vez, classificou o episódio como negligência, resultando em uma multa de R$ 2,5 milhões, uma vez que o laudo contradisse a alegação da estatal de que o material derramado seria biodegradável e inofensivo.
O relatório do Ibama destacou possíveis consequências para a fauna, como asfixia e efeitos tóxicos. A viscosidade do óleo pode prejudicar funções vitais dos organismos marinhos, e a eliminação de espécies-chave pode alterar a dinâmica do ecossistema. Além disso, fatores climáticos podem complicar o monitoramento dos impactos do vazamento, dificultando a avaliação imediata dos danos.






