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Hospitais de Paris enfrentam superlotação durante onda de calor e proibição de álcool é imposta

Com a onda de calor em Paris, hospitais estão saturados, levando à proibição da venda e consumo de álcool na capital. O secretário de Segurança Pública, Patrice...

A onda de calor que atinge Paris está causando uma pressão significativa sobre os hospitais da capital francesa, que estão com suas capacidades comprometidas. Patrice Faure, secretário de Segurança Pública de Paris, declarou nesta quinta-feira (25) que os estabelecimentos estão "saturados" e anunciou a proibição do consumo e venda de álcool na cidade a partir de sexta-feira.

Durante uma coletiva de imprensa, Faure destacou que o aumento no número de internações está levando os hospitais a uma situação crítica. "Estamos chegando a uma 'saturação' dos estabelecimentos hospitalares", afirmou, ressaltando que o objetivo das novas medidas é evitar o colapso do sistema de saúde. A proibição do consumo de álcool será válida do meio-dia até às 7h da manhã do dia seguinte, se estendendo até domingo.

As restrições não se aplicam a áreas ocupadas por restaurantes e estabelecimentos autorizados a vender bebidas. Contudo, a venda de bebidas alcoólicas para consumo fora do local estará proibida durante o fim de semana, das 18h até as 7h da manhã. Faure também mencionou que o número de atendimentos realizados pela Brigada de Bombeiros de Paris dobrou, ultrapassando os 2.500 atendimentos nesta quinta-feira.

Além disso, o secretário indicou a possibilidade de cancelamento da Marcha do Orgulho, marcada para este sábado, assim como do festival Solidays, que terá início na sexta-feira. A decisão sobre esses eventos será tomada após uma reunião da célula interministerial de crise agendada para a noite de hoje.

O premiê francês, Sébastien Lecornu, elevou a mobilização do sistema de saúde ao nível máximo, considerando a gravidade da situação. Ele enfatizou que o governo não tem se omitido na adaptação do país às mudanças climáticas, buscando implementar medidas que ajudem a mitigar os efeitos de ondas de calor.

A proposta inclui a mobilização de carteiros para realizar visitas de verificação a idosos e pessoas isoladas, com o objetivo de detectar situações de risco. O governo também está tomando precauções para evitar uma repetição dos erros da onda de calor de 2003, que resultou em aproximadamente 15 mil mortes, principalmente entre a população idosa.

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