Na última quarta-feira (08), Guarapuava marcou um importante capítulo na história de suas crianças e adolescentes em situação de acolhimento ao realizar o encontro inaugural do Programa de Apadrinhamento Afetivo. Essa iniciativa, que surge da colaboração entre a Vara da Infância e Juventude, a Fundação Proteger e a Prefeitura de Guarapuava, estabelece o município como o primeiro da Comarca a implementar essa política de forma regulamentada, visando ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
O evento contou com a presença da juíza da Vara da Infância e Juventude, Dra. Carmen Silvania Zolandeck Mondin, além de representantes da Fundação Proteger e dos 17 primeiros padrinhos e madrinhas que foram habilitados judicialmente. Dentre eles, estão nove madrinhas e oito padrinhos, que agora fazem parte da rede de apoio às crianças e adolescentes acolhidos na cidade.
Felipe Martins, presidente da Fundação Proteger, ressaltou a importância da implantação do programa, destacando que representa a realização de um trabalho conjunto entre diversas instituições. “É uma grande alegria ver esse projeto saindo do papel, graças ao apoio da doutora Carmen e de toda a equipe da Vara da Infância, além da parceria com a Prefeitura Municipal e a Fundação Proteger”, afirmou.
O Programa de Apadrinhamento Afetivo é voltado, preferencialmente, para crianças e adolescentes maiores de sete anos ou com deficiência. O objetivo é promover a criação de vínculos de afeto e convivência, proporcionando experiências familiares e sociais fora do ambiente institucional. É importante frisar que o vínculo estabelecido não tem a finalidade de adoção, mas sim de fortalecimento emocional e desenvolvimento social.
Embora a primeira habilitação judicial tenha ocorrido em abril deste ano, as atividades preparatórias tiveram início em 2025. Desde então, a Fundação Proteger tem coordenado todas as etapas necessárias para a implementação do programa, que incluem mobilização da comunidade, captação de interessados, organização de documentação, realização de oficinas de orientação, entrevistas, visitas domiciliares e avaliações.
A iniciativa é um marco significativo para a cidade e representa um compromisso com o bem-estar das crianças e adolescentes em situação de acolhimento, estabelecendo um novo paradigma de apoio comunitário. Com a participação ativa da sociedade, espera-se que o Programa de Apadrinhamento Afetivo contribua para a melhoria da qualidade de vida desses jovens, promovendo um futuro mais promissor para eles.







