A Procuradoria da Mulher da Câmara de Guarapuava dá início à campanha "Lute pela vida!", que visa aumentar a conscientização e o enfrentamento ao feminicídio. Nos próximos dias, a Procuradoria e a Câmara disponibilizarão materiais informativos nas redes sociais, com a intenção de orientar a população sobre como identificar as diversas formas de violência contra a mulher, conhecer os canais de denúncia e fortalecer a rede de proteção no município.
Esta iniciativa está alinhada às ações que celebram o Dia Estadual de COMBATE ao Feminicídio, comemorado em 22 de julho, em homenagem à advogada Tatiane Spitzner, que foi vítima de feminicídio Em Guarapuava, em 2018. O caso, que teve grande repercussão nacional, ressaltou a urgência de ampliar o debate sobre a violência de gênero e a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à prevenção e proteção das mulheres.
Um caso recente que chocou a comunidade foi o assassinato da jovem Suelen Cristina Ferreira, de apenas 31 anos, que foi morta pelo companheiro com 28 facadas, evidenciando a gravidade da situação. Esse crime brutal reacendeu a discussão sobre a importância da denúncia e da atuação efetiva da rede de proteção, além da necessidade de prevenção para evitar que relacionamentos abusivos resultem em tragédias.
A campanha "Lute pela vida!" busca conscientizar a população de que a luta contra o feminicídio é uma responsabilidade compartilhada. A informação, a denúncia e o acolhimento são essenciais para romper o ciclo de violência antes que ele cause consequências irreversíveis.
Como parte das atividades programadas, será realizada a Caminhada do Meio-Dia, um evento que reunirá instituições públicas, entidades e a comunidade, com o intuito de chamar a atenção para a prevenção da violência contra a mulher e o enfrentamento ao feminicídio. A caminhada ocorrerá no dia 22, ao meio-dia, e convida todos a se engajarem nesse momento de conscientização e compromisso com a defesa da vida das mulheres.
Vale ressaltar que a violência contra a mulher nem sempre se inicia com agressões físicas. Muitas vezes, os sinais de alerta podem ser sutis, e é fundamental que a população esteja atenta e informada para agir de maneira eficaz.







