Na noite de quinta-feira, 9, os Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram uma greve por tempo indeterminado, que terá início na próxima terça-feira, 14. A decisão foi tomada em assembleia organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).
A greve é uma reação à criação de uma gratificação que beneficia apenas professores, deixando de fora os servidores não docentes. O reitor Aluísio Segurado anunciou em março um pagamento de R$ 4,5 mil mensais para docentes em dedicação exclusiva, uma medida que SE aplica a aproximadamente 88% da categoria.
Os representantes do Sintusp criticam essa gratificação, considerando-a um “penduricalho” que visa compensar as perdas salariais dos servidores. O sindicato reivindica um reajuste fixo de R$ 1,6 mil para os cerca de 13 mil funcionários da USP, argumentando que o custo da proposta SE equipara ao benefício destinado aos docentes.
Adicionalmente, a entidade exige que o recesso de fim de ano, que abrange as festividades de Natal e Ano Novo, não resulte em descontos nas folhas de pagamento dos trabalhadores.
Até o presente momento, a reitoria não SE pronunciou sobre as demandas apresentadas. O Sintusp espera uma resposta que possibilite o início de negociações antes da greve. A paralisação pode contar com o apoio de estudantes, uma vez que o Diretório Central de Estudantes também convocou uma manifestação para o mesmo dia.
A situação na USP gera preocupação e pode impactar outras atividades acadêmicas, à medida que a greve SE aproxima e a insatisfação entre os servidores aumenta.





