O governo brasileiro anunciou a prorrogação do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, que estava previsto para encerrar no dia 25 de julho. A medida, que já está em vigor desde 25 de maio, foi estendida por mais 30 dias, até 26 de agosto, em resposta ao agravamento da guerra no Oriente Médio.
A decisão foi formalizada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que assinou a portaria na noite da última quinta-feira, 23 de julho de 2026. O subsídio foi implementado com o objetivo de mitigar os efeitos do aumento dos preços internacionais dos combustíveis no Brasil, especialmente devido ao impacto dos conflitos no Oriente Médio.
Além do subsídio para a gasolina, o preço do diesel também recebe apoio governamental, com um subsídio de R$ 1,12 por litro que permanece em vigor. No dia 16 deste mês, o Congresso Nacional prorrogou por 60 dias a Medida Provisória 1.363, que institui a subvenção dos combustíveis.
A subvenção econômica, como é oficialmente chamada, representa um incentivo para produtores e importadores de combustíveis, ajudando a suavizar a alta dos preços internacionais no mercado interno. Com isso, o governo cobre parte do custo da gasolina, evitando que os aumentos nas refinarias sejam repassados integralmente aos consumidores.
O pagamento do subsídio é realizado diretamente aos fornecedores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A principal motivação para a prorrogação do subsídio é a recente disparada do preço do petróleo no mercado internacional, que voltou a ultrapassar US$ 100 por barril, pressionado pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio.
O Ministério da Fazenda destacou que a situação levou a uma reavaliação sobre a continuidade do benefício. Em nota, a pasta havia informado anteriormente que discutia a possibilidade de prorrogação do subsídio, embora não houvesse uma decisão final sobre o novo prazo e valor.





