Integrantes do governo na CPMI do INSS alegam fraude e protocolarão a anulação da votação que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e do Banco Master. Após o anúncio do resultado pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana, houve confusão e a sessão foi interrompida. Governistas se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pedindo a reversão do resultado.
Durante a reunião, Alcolumbre ouviu as alegações de forma institucional, mas não emitiu posicionamento. Ele pretende ouvir a posição da oposição antes de analisar a situação junto à advocacia do Senado. O gabinete da presidência do Senado confirmou que um grupo de parlamentares comunicou a consideração de fraude na votação e que pretende recorrer para que a decisão seja suspensa e anulada.
A bancada governista argumenta que, durante a votação simbólica, estavam presentes 21 congressistas, e que na contagem visual, 14 se manifestaram contra a quebra de sigilo. Viana defendeu que apenas sete dos membros que se posicionaram eram titulares, o que não garantiria a vitória aos governistas. A senadora Soraya Thronicke criticou Viana, afirmando que ele cometeu um delito ao fraudar a votação.
A expectativa é que Alcolumbre se pronuncie rapidamente, antes que os requerimentos de quebra aprovados cheguem à CPI. A previsão é que os documentos levem de duas a três semanas para serem acessados. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, também expressou preocupação com a falta de equilíbrio nas pautas da CPI e reiterou a necessidade de votação dos requerimentos da bancada governista.






