O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, protocolou um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O pedido é assinado pelo presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, e por outros membros do partido, exceto o deputado Ricardo Salles, além de correligionários como o ex-deputado Deltan Dallagnol.
A solicitação tem como base conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alegando que o ministro agiu de forma incompatível com as funções que exerce. O pedido menciona que Moraes foi 'desidioso no cumprimento do cargo', caracterizando crimes de responsabilidade que podem levar ao impeachment.
O documento destaca que Moraes teria violado deveres ao exercer advocacia privada e que sua conduta prejudicou a imagem da Suprema Corte, criando uma percepção de corrupção nas instituições democráticas. O texto também sinaliza que o ministro teria cometido tráfico de influência, corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.
Além do impeachment, o pedido requer o afastamento cautelar de Moraes, justificando que existem provas de práticas ilícitas e risco de continuidade dos atos enquanto ele permanecer no cargo. Zema também criticou o silêncio de figuras como o presidente Lula e associações de magistrados sobre o caso.






