A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, em audiência de custódia realizada neste sábado (9), manter a prisão do goleiro Bruno Fernandes de Souza. O atleta, condenado pela morte de Eliza Samudio, estava foragido há cerca de dois meses e foi encontrado em São Pedro da Aldeia, na região dos Lagos do Rio, no dia 7 de maio.
O juiz Danilo Nunes Cronemberger Miranda ressaltou que o mandado de prisão contra Bruno permanece válido e não houve revogação da medida. Além disso, o magistrado determinou que o goleiro seja transferido para um "estabelecimento penal compatível" com o regime semiaberto, a menos que outra decisão judicial imponha um regime mais severo. Bruno já foi encaminhado para o Presídio José Frederico Marques, localizado em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro.
Bruno teve a liberdade condicional revogada em março de 2026, após descumprir regras estabelecidas pela Vara de Execuções Penais (VEP). Entre as violações, destaca-se uma viagem ao Acre, realizada em 15 de fevereiro, sem autorização judicial. Na ocasião, o goleiro participou de eventos relacionados ao Vasco-AC, mesmo estando proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro sem a devida autorização.
Com a revogação da liberdade condicional, um novo mandado de prisão foi expedido contra o atleta. Bruno Fernandes foi condenado em 2013 pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver, em um caso que ganhou grande repercussão nacional devido à gravidade dos atos cometidos.
O caso de Eliza Samudio, que resultou na condenação de Bruno, continua a ser um marco na discussão sobre violência de gênero no Brasil. A decisão da Justiça em manter a prisão do goleiro reflete a preocupação em assegurar que as normas judiciais sejam rigorosamente cumpridas, especialmente em casos envolvendo crimes graves como os que resultaram na condenação do ex-goleiro.






