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Gianni Infantino desiste de abrir Fifa a investidores após pressão da UEFA

Após forte reação de dirigentes e ameaças de boicote, presidente da Fifa, Gianni Infantino, recua de proposta para permitir a investidores privados participação nos lucros das Copas...

O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, anunciou neste sábado (01/08) o recuo de sua proposta de abrir a Copa do Mundo a investidores privados. A decisão ocorre após intensas pressões de dirigentes de futebol em todo o mundo e ameaças de boicote por parte da UEFA, a confederação europeia.

Infantino pretendia vender uma participação nos lucros futuros das Copas do Mundo e outros eventos da Fifa a investidores, incluindo a Thrive Eternal, empresa liderada por Joshua Kushner. O irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava entre os potenciais investidores, o que gerou ainda mais controvérsia.

O cartola suíço-italiano, que está à frente da Fifa há 11 anos, comunicou que a proposta não seguirá adiante, enfatizando que o objetivo sempre foi unir e melhorar o futebol. Ele afirmou que as reações contrárias ao projeto mostraram divisões que tornaram inviável a continuidade da iniciativa.

As críticas surgiram rapidamente, com países europeus e confederações regionais expressando surpresa e insatisfação com os planos, acusando Infantino de falta de transparência e de engano. A proposta previa a criação de uma nova subsidiária, a Fifa Forward Enterprise (FFE), com um investimento estimado em 20 bilhões de dólares, sendo 20% destinado a investidores privados, que poderiam aportar até 4,2 bilhões de dólares.

O recuo de Infantino levanta questões sobre seu futuro à frente da Fifa, especialmente em um momento em que ele planeja buscar a reeleição em 2027. Desde que sucedeu Sepp Blatter em 2016, ele foi reeleito duas vezes sem oposição e parecia ter controle sobre a entidade, mas as recentes controvérsias podem colocar sua liderança em risco.

A mudança de posição da Fifa também trouxe à tona a necessidade de maior supervisão e transparência nas decisões da entidade, em um cenário onde dirigentes exigem um novo modelo de governança para o futebol mundial. O episódio evidencia o crescente desconforto com o estilo de liderança de Infantino, que agora enfrenta um desafio significativo para restabelecer a confiança entre os membros da Fifa.

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