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Geraldo Alckmin afirma que Brasil não retaliará EUA após tarifas

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, reafirmou que o país não adotará medidas de retaliação contra os Estados Unidos em resposta à aplicação de tarifas. Alckmin destacou...

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, declarou que o país não tomará medidas de retaliação contra os Estados Unidos após o anúncio de tarifas sobre as exportações brasileiras. Durante sua fala, Alckmin enfatizou que a aplicação da Lei da Reciprocidade não deve ser vista como uma resposta punitiva, mas sim como uma forma de buscar justiça diante do que considera uma injustiça.

"A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso", afirmou Alckmin, reiterando a posição do Governo Federal sobre o tema.

O vice-presidente ainda mencionou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar as negociações antes de implementar qualquer medida econômica contra os EUA. Essa abordagem visa explorar alternativas diplomáticas em vez de ações diretas.

Por sua vez, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, destacou que o Governo Federal está na expectativa em relação à aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% que os EUA podem impor. Essa tarifa seria destinada a países que não adotam medidas eficazes contra o trabalho escravo, colocando o Brasil em uma lista que pode resultar em taxas elevadas.

Atualmente, os EUA já anunciaram uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras, e a possibilidade de uma tarifa adicional de 12,5% levanta preocupações sobre a cumulatividade dos valores. "Nós estamos na expectativa de saber se serão cumulativos com os 25% ou não. Nós conseguimos, quando saiu a decisão dos 25%, excluir a outra seção e não houve acumulação. Agora, nós só saberemos na sexta-feira", finalizou o ministro, referindo-se ao prazo para esclarecimentos sobre a situação.

A situação atual reflete uma tensão nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, destacando a necessidade de um diálogo contínuo e a busca por soluções que evitem escalonamentos nas tarifas que possam impactar ainda mais as exportações brasileiras.

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