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Foz do Iguaçu registra queda significativa nos casos de dengue em 2026

Em 2026, Foz do Iguaçu contabiliza 35 casos de dengue e completa dois anos sem mortes pela doença, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. O município...

Foz do Iguaçu registrou 35 casos de dengue até o momento em 2026, mantendo a cidade livre de mortes pela doença por dois anos consecutivos. As informações são do boletim epidemiológico mais recente da Secretaria Municipal de Saúde, que também aponta 3.535 notificações de casos, dos quais 3.345 foram descartados.

A redução nos casos é significativa, representando uma queda de aproximadamente 96% em relação a 2025, quando foram confirmados 1.031 casos. O ano de 2024 foi o mais crítico, com 14.683 notificações e dez mortes associadas à doença. As ações de controle realizadas ao longo do ano foram fundamentais para alcançar esse resultado positivo.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) atribui a diminuição dos casos às atividades de conscientização e limpeza realizadas na cidade, como visitas a imóveis e mutirões para remoção de criadouros. A coordenadora técnica do CCZ, Renata Defante Lopes, destacou a importância da colaboração da população no combate ao mosquito Aedes aegypti. "Todos têm papel essencial no combate ao Aedes aegypti. Também é importante citar a utilização de novas tecnologias contra a dengue", afirmou.

Uma das inovações é o método Wolbachia, que será implementado em uma nova fase a partir do dia 25 de agosto. Nesta etapa, Mosquitos Aedes aegypti contendo a bactéria Wolbachia serão liberados em 28 bairros da cidade. Essa bactéria, ao ser transmitida para os descendentes dos mosquitos, dificulta a transmissão da dengue e de outras doenças, como zika e chikungunya.

As autoridades de saúde garantem que o método é seguro para humanos, animais e o meio ambiente. A primeira liberação de mosquitos com Wolbachia em Foz do Iguaçu ocorreu em 2024, e a nova fase busca expandir a tecnologia para toda a área do município. O trabalho é realizado em parceria com a Fiocruz, Wolbito do Brasil, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, além do apoio da Itaipu Binacional.

Apesar da queda nos casos, o CCZ alerta que o mosquito transmissor ainda está presente na região. Recomenda-se que os moradores eliminem recipientes com água parada, façam limpezas regulares em seus quintais e verifiquem frequentemente locais que possam servir como criadouros. Essas medidas são consideradas cruciais para evitar o aumento de contaminações e impedir uma nova epidemia de dengue na cidade.

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