Foz do Iguaçu não está bem na fita quando se trata de renda domiciliar per capita, pois recebe vultosos investimentos públicos e privados, mas convive com perversa desigualdade.
A renda per capita familiar em Foz está na casa dos R$ 1.911,00, o 14º lugar entre as 40 cidades mais populosas do Paraná.
A cidade que recebe três milhões de turistas por ano e movimentou US$ 5 bilhões no seu corredor logístico, fica atrás de Cascavel (R$ 2.217,00), Toledo (R$ 2.165,00), Marechal Cândido Rondon (R$ 2.069,00) e Medianeira (R$ 2.049,00).
A estrutura de concentração da renda repete o padrão brasileiro, onde 90% da renda é apropriada por 10% da população, e 90% da população se apropria de 10% da renda.
Os dados do IBGE mostram que a desigualdade econômica é grande em Foz do Iguaçu, e que a renda domiciliar per capita está diretamente relacionada a fatores como estrutura produtiva, nível de escolarização da população, capacidade de geração de empregos qualificados e dinamismo econômico local.
Os números do IBGE são considerados os mais completos sobre renda já produzidos no país nesta década.
A estagnação econômica é um problema sério em Foz do Iguaçu, pois a economia iguaçuense tem pouca capacidade de agregar valor, e a indústria é apenas Itaipu.





