Foz do Iguaçu se destacou na década de 90 ao fazer parte da rota de uma das aeronaves mais icônicas da aviação, o Concorde. O Museu da Imprensa local resgata uma reportagem que relembra a época em que essa aeronave supersônica, símbolo de luxo e tecnologia, aterrissava regularmente na cidade. Em 1997, conforme a publicação do jornal Ponte da Amizade, o Concorde pousou em Foz em três ocasiões ao longo de um ano, atraindo a atenção pela velocidade e exclusividade do modelo franco-britânico, que era considerado o mais rápido do mundo.
O artigo ressalta que apenas 15 unidades do Concorde foram fabricadas, capazes de atingir a impressionante velocidade de aproximadamente 2.400 quilômetros por hora. Essa velocidade permitia uma redução significativa no tempo de viagem entre os continentes, o que atraía turistas de diferentes partes do mundo para a região das Cataratas do Iguaçu. Os visitantes, em sua maioria milionários oriundos da França e do Japão, incluíam a famosa atração natural em seus roteiros internacionais.
De acordo com a reportagem, a presença do Concorde em Foz do Iguaçu era vista como um privilégio, uma vez que a aeronave operava predominantemente entre Europa e Estados Unidos. Os turistas que desembarcavam na cidade aproveitavam para explorar os atrativos turísticos e a gastronomia local. Júlio César Rodrigues, empresário do setor de turismo, destacou que a chegada do Concorde elevava a visibilidade internacional de Foz do Iguaçu, contribuindo para o crescimento do turismo na região.
Enquanto os passageiros visitavam os principais pontos turísticos da área trinacional, o Concorde permanecia estacionado no aeroporto. A operação dessa aeronave era considerada incomum até mesmo em grandes aeroportos globais, fazendo com que cada pouso se tornasse um evento notável e cercado de curiosidade pelos moradores locais.
Anos depois, a memória desse período ainda é preservada nas páginas da publicação, que documenta um tempo em que Foz do Iguaçu figurava como uma das paradas de uma das aeronaves mais sofisticadas já produzidas pela indústria da aviação. O acervo digital do Museu da Imprensa, que reúne quase 20 mil páginas de documentos de 1953 até os dias atuais, busca resgatar e valorizar a história do município e sua interligação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai. Essa iniciativa é uma colaboração da Associação Guatá, com o apoio da Itaipu Binacional.






