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Flávio Bolsonaro critica Flávio Dino por relatoria de investigação sobre Dark Horse

O senador Flávio Bolsonaro fez acusações contra o ministro do STF, Flávio Dino, afirmando que ele 'sequestrou' a investigação sobre o filme Dark Horse, que apura irregularidades...

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar a atuação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao acusá-lo de ter "sequestrado" a investigação sobre o filme Dark Horse. A declaração foi feita em uma postagem nas redes sociais no último sábado (12), onde o senador mencionou que sua defesa solicitou a devolução do caso ao que chamou de "relator natural", referindo-se ao ministro André Mendonça. Flávio Bolsonaro alega que o processo foi retirado de Mendonça por Dino, utilizando um "atalho".

A investigação em questão diz respeito ao Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, e investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros crimes relacionados ao financiamento da produção. A apuração teve início após um pedido da Polícia Federal (PF), e Flávio Bolsonaro nega qualquer tipo de irregularidade.

A defesa do senador já tentou por três vezes transferir a investigação para o ministro André Mendonça, buscando que ele assumisse a relatoria do caso sobre o uso de emendas parlamentares no financiamento do filme. Os pedidos foram formalizados nos autos do inquérito, sendo um deles apresentado em 28 de julho, quando a defesa buscou reforçar a transferência com pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR) que tratavam de outros procedimentos relacionados ao Dark Horse.

Após não obter resposta do presidente do STF, Edson Fachin, a defesa decidiu mudar a abordagem, solicitando diretamente a Mendonça, em 27 de agosto, que informasse ao presidente do STF sobre a divergência na relatoria do caso. Os advogados argumentaram que o pedido consistia em uma providência simples, solicitando que Vossa Excelência comunique a divergência à Presidência do Tribunal, para que esta decidisse quem seria o relator prevento.

Os advogados deixaram claro que não estavam pedindo a redistribuição de autos ou a declaração de incompetência de outro ministro, mas apenas que a questão fosse levada a quem tem competência regimental para resolvê-la, ou seja, ao ministro Edson Fachin. Essa situação gerou tensões entre as partes envolvidas, refletindo as disputas políticas em curso no cenário nacional, especialmente em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro e sua administração.

A continuidade dessa investigação e as decisões que serão tomadas pelo STF poderão ter implicações significativas para a política brasileira, uma vez que envolvem questões delicadas sobre a relação entre a Justiça e a política, especialmente em um contexto eleitoral onde Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência.

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