O senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência, fez declarações nesta quarta-feira (8) sobre a operação da Polícia Federal (PF) que ocorreu na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, Flávio qualificou a ação como uma "cortina de fumaça", afirmando que a operação tinha como objetivo desviar a atenção da sua agenda nos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro argumentou que a operação coincidia com um momento estratégico, visando reduzir a notoriedade de suas atividades no exterior. Ele destacou que se tratava de uma tentativa clara de criar uma "cortina de fumaça" enquanto ele trabalha em favor do Brasil, buscando dividir a cobertura da mídia com questões negativas.
O senador também criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a busca e apreensão na residência de Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que a defesa do ex-presidente já havia informado às autoridades sobre a localização das armas registradas em seu nome, enfatizando que essa informação foi compartilhada de maneira transparente e documentada.
Flávio ressaltou que desde a última sexta-feira, a defesa vinha comunicando que as armas estavam em locais específicos, como no Exército e na Polícia Federal. Ele questionou a necessidade da operação, que foi realizada para verificar se a defesa estava sendo desonesta, considerando que o ex-presidente não estava recebendo um tratamento justo.
A operação da PF, que durou menos de uma hora, tinha como objetivo a apreensão de armas, munições e documentos de registro, mas não resultou na localização de armamentos. A ação foi desencadeada após Moraes determinar, na última segunda-feira (6), que todas as armas registradas em nome de Jair Bolsonaro deveriam ser apreendidas em um prazo de 48 horas como condição para a manutenção da prisão domiciliar. Duas armas, uma espingarda e uma pistola, não haviam sido entregues ao Exército dentro do prazo estipulado.
A defesa do ex-presidente esclareceu que a espingarda permanece em Caxias do Sul (RS), sob a posse da empresa que a importou e que presenteou Jair Bolsonaro, mas que nunca foi retirada. Quanto à pistola, esta havia sido apreendida anteriormente com um ex-segurança de Bolsonaro durante uma abordagem no Distrito Federal.







