O Flamengo se tornou o primeiro clube brasileiro a protocolar uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proibição das apostas esportivas, conhecidas como bets, e jogos virtuais no Brasil. O pedido foi formalizado na noite de terça-feira (29) pelo departamento jurídico do clube carioca.
A motivação para a ação é o contrato de patrocínio que o Flamengo possui com a empresa de apostas online Betano, que exibe sua marca no uniforme do time em competições nacionais e internacionais. Esse acordo representa um investimento de R$ 895 milhões ao longo de 40 meses, sendo o maior entre todos os clubes do país.
Além de patrocinar o Flamengo, a Betano também mantém um contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e é responsável pela publicidade no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. Na ação apresentada ao STF, o Flamengo pleiteia a participação como parte interessada no processo movido pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que questiona a legalidade do fim das apostas e solicita a suspensão das novas legislações.
O Rubro-Negro argumenta que a abrupta interrupção da arrecadação proveniente dos patrocínios de apostas esportivas impactará negativamente modalidades olímpicas, o futebol feminino e categorias de base, que não conseguem gerar receita suficiente para cobrir seus custos operacionais. O pedido será analisado pelo ministro Luiz Fux, que é o relator das ações que tratam do mercado de apostas.
Em uma declaração, a Betano expressou preocupação com a atual discussão no Brasil sobre a proibição das apostas e afirmou que tomará decisões no momento adequado.
O Flamengo estima que a proibição das bets, anunciada recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poderá resultar em uma perda de até R$ 430 milhões no orçamento da temporada de 2027. Além disso, o clube projeta que o impacto financeiro total para o futebol brasileiro pode alcançar R$ 2,5 bilhões.





