Fernando Cerimedo foi preso pela Justiça da Bolívia em razão de investigações que apontam sua possível participação na encomenda da morte de sua ex-esposa, Nadia Beller. O incidente ocorreu em um hotel em Santa Cruz de la Sierra, onde Nadia foi baleada três vezes e permanece internada. Durante seu depoimento no hospital, a vítima declarou que Cerimedo foi o responsável pelo planejamento do ataque.
Cerimedo é conhecido por sua atuação política na direita da América do Sul e é um dos principais aliados da família Bolsonaro. Atualmente, ele exerce a função de assessor do presidente boliviano, Rodrigo Paz. Além disso, Cerimedo tem um histórico de envolvimento em campanhas eleitorais de candidatos conservadores, incluindo Javier Milei, que disputou a Presidência da Argentina.
O jornal boliviano El Deber confirmou a prisão de Cerimedo, que se destaca por ter divulgado informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro. Suas declarações tiveram apoio de membros da família Bolsonaro, especialmente em relação à contestação do resultado das eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
Em novembro de 2022, após uma live em suas redes sociais, Cerimedo foi mencionado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que utilizou suas falas para questionar a legitimidade das eleições. Recentemente, em julho deste ano, Cerimedo participou de outra live com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, onde novamente levantou dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
Entre as alegações infundadas apresentadas por Cerimedo, está a de que as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras são fabricadas na Venezuela, uma afirmação que não possui comprovação e que se insere em um contexto mais amplo de desinformação acerca do processo eleitoral no país. A detenção de Cerimedo pode ter repercussões significativas em seu círculo político e nas relações entre seus aliados e a família Bolsonaro.





