O ex-ministro do Trabalho Manoel Dias, carinhosamente chamado de Maneca, faleceu neste sábado (22), aos 88 anos, em Florianópolis, Santa Catarina. Ele estava internado devido a complicações relacionadas a um acidente vascular cerebral (AVC) que sofreu no ano anterior. Manoel Dias foi um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e se destacou como uma figura respeitada no cenário político brasileiro.
Durante o governo de Dilma Rousseff, Manoel Dias exerceu a função de ministro do Trabalho e Emprego entre 2013 e 2015. Ele era um aliado histórico de Leonel Brizola e se tornou uma das principais referências do trabalhismo em Santa Catarina. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, expressou seu pesar pela morte do político, afirmando que seu legado continuará a inspirar novas gerações.
Nascido em 1938 em Criciúma, Manoel Dias começou sua trajetória política no movimento estudantil, sendo eleito vereador de Içara pelo antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em 1962. No entanto, após o golpe militar de 1964, ele teve seu mandato cassado e passou 11 meses preso por ser um perseguido político. Posteriormente, ajudou a organizar o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Santa Catarina e foi eleito deputado estadual em 1966.
Em 1969, sob o impacto do Ato Institucional nº 5 (AI-5), ele foi novamente cassado, tendo seus direitos políticos suspensos por uma década. Durante esse período, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com a anistia, Manoel Dias se uniu a Brizola na fundação do PDT, onde ocupou cargos importantes, como secretário-geral nacional e presidente da Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.
Ao longo de sua vida política, Maneca também tentou se eleger para cargos como governador e vice-governador de Santa Catarina, além de deputado estadual, mas não obteve sucesso nas eleições. A Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini destacou a dedicação de Manoel Dias ao trabalhismo, à democracia e à defesa dos direitos dos trabalhadores, ressaltando sua influência ao longo de várias gerações.
Ele deixa esposa, dois filhos, noras e netos. O velório de Manoel Dias foi realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis.





