No dia 16 de julho de 1950, um episódio marcante no Maracanã deixou a torcida brasileira em choque. O Uruguai derrotou o Brasil por 2 a 1, consagrando-se campeão da Copa do Mundo. Essa partida, conhecida como Maracanazo, também foi a última em que a Seleção Brasileira usou o branco como cor principal em um torneio mundial.
Após essa derrota, a Amarelinha, a famosa camisa amarela, passou a ser o uniforme da Seleção. A mudança foi resultado de um concurso promovido pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e o jornal Correio da Manhã, que buscava um novo design que incorporasse as quatro cores da bandeira do Brasil. A proposta vencedora foi criada por Aldyr Schlee, que, aos 19 anos, apresentou um modelo com a camisa em amarelo ouro, gola e punhos em verde e calção azul cobalto, mantendo o branco apenas nos meiões.
A estreia da Amarelinha aconteceu em 28 de fevereiro de 1954, em uma partida contra o Chile, e em Copas do Mundo, seu uso começou em 16 de junho de 1954. Desde então, esse modelo se tornou a camisa número 1 da Seleção Brasileira e é associado a diversas conquistas, incluindo os títulos de 1962 e 1970.
Marcelo Duarte, curador da exposição, destaca que a popularidade da camisa extrapolou os limites do campo. "A camisa amarela passou a simbolizar a alegria do futebol e a brasilidade, tornando-se um ícone de moda e celebração", comenta.
A mostra, que será inaugurada no Museu do Futebol em São Paulo a partir deste 22 de setembro, apresenta 18 camisas de jogadores lendários, como Sócrates, Rivellino, Ronaldo e Vini Jr. A exposição conta com peças emprestadas de cinco colecionadores, que ajudam a contar a história e a evolução do uniforme, desde o design até os avanços tecnológicos utilizados nos materiais.
Marília Bonas, diretora técnica do Museu do Futebol, enfatiza a transformação da camisa ao longo dos anos. "Houve uma evolução desde o algodão, que se tornava pesado em dias chuvosos, até as versões mais modernas, frequentemente criadas para uso único", explica.







