Em 1950, a poucos dias do início da Copa do Mundo, o centro do Rio de Janeiro foi palco de um evento inusitado. Na loja de roupas 'A Exposição', situada na rua São José, próximo ao Largo da Carioca, uma multidão se formou em frente à vitrine. O motivo da agitação não era apenas o marketing ousado do estabelecimento, que oferecia crediário facilitado, mas sim a presença da cobiçada Taça Jules Rimet, que estava exposta para o público admirar.
No dia 21 de junho de 1950, a apenas três dias da estreia da seleção brasileira na Copa, Mario Pollo, representante da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), entregou oficialmente o troféu ao diretor da loja, Júlio Maria de Carvalho e Sá. A cerimônia, que atraiu grande atenção da mídia, foi marcada por declarações otimistas. Carvalho e Sá expressou seus votos de que o Brasil, ao lado de Uruguai e Itália, também pudesse ver seu nome gravado no pedestal da 'Copa do Mundo'.
A escolha da loja 'A Exposição' para receber a taça não foi aleatória. A empresa era reconhecida por seu envolvimento com o esporte e pela promoção de iniciativas significativas, como a transmissão de jogos de futebol. Mário Pollo ressaltou a importância da loja, destacando seu papel na cultura esportiva brasileira.
A conexão com o Jornal dos Sports, que tinha a loja como patrocinadora, garantiu que o evento recebesse ampla cobertura nas páginas do jornal. O colunista José Lins do Rego elogiou a iniciativa de expor a Taça Jules Rimet, considerando um grande feito para o comércio e para os torcedores.
Para garantir a segurança do troféu, a loja fechou um contrato de seguro no valor de um milhão de cruzeiros, evidenciando a importância e o valor simbólico da taça, que representa o sonho de conquista do futebol brasileiro.





