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Etíopes condenados à morte na Arábia Saudita clamam por socorro

Prisioneiros etíopes Na Arábia Saudita, condenados por tráfico de drogas, buscam ajuda externa, revelando o desespero de suas condições. Em meio a um aumento nas execuções, a...

Na Arábia Saudita, dezenas de etíopes que fugiram de conflitos e da pobreza enfrentam a iminência da execução em prisões. Condenados por tráfico de drogas, alguns deles conseguiram contatar a BBC de dentro de suas celas para pedir ajuda.

Um dos presos, identificado como Habtom, expressou seu desespero em uma ligação, relatando o clima de angústia que permeia a prisão. Ele criticou a inação do governo etíope em relação ao seu destino, afirmando que não há conforto entre os detentos, que aguardam ansiosamente por sua vez, sem saber quando isso ocorrerá. Habtom e seus companheiros, que viajaram pelo Djibuti e Iémen em busca de uma vida melhor, agora enfrentam a possibilidade de execução.

A BBC conseguiu conversar com sete prisioneiros etíopes, que aguardam a execução de suas sentenças. O número total de etíopes nessa situação pode chegar a 200, destacando a gravidade da questão. Além dos etíopes, outros estrangeiros, como paquistaneses e sudaneses, também se encontram em circunstâncias semelhantes. Até agora, em 2023, 17 etíopes já foram executados, o que representa o maior número entre os não sauditas. Cinco dessas execuções ocorreram em uma única data, em 27 de julho.

O aumento nas execuções de etíopes é alarmante, especialmente considerando que, em 2021, apenas dois etíopes foram executados. Em 2025, esse número saltou para 35. Embora a razão exata para esse crescimento não esteja clara, pode estar relacionada ao aumento da migração de pessoas da região do Tigré, onde uma guerra civil devastadora terminou no final de 2022.

Outro prisioneiro, Desta, compartilhou sua experiência angustiante ao ser forçado a assinar um documento em árabe que continha acusações passíveis de pena de morte. Ele afirmou que não teve a oportunidade de contestar as acusações em tribunal e que não recebeu representação legal durante o processo. Desta, que deixou sua casa para escapar dos combates, agora teme por sua vida e pela vida de seus companheiros de cela.

Os prisioneiros, como Habtom e Desta, clamam por ajuda externa, vivendo em constante medo e enfrentando condições desumanas nas prisões. Habtom descreveu a situação, afirmando que a comida fornecida é insuficiente e que o medo os consome diariamente. Em meio a essa crise, a necessidade de apoio internacional se torna cada vez mais urgente.

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