O relato de Vinícius de Oliveira ao programa Fantástico acrescenta novas camadas à tragédia que terminou com a morte da mulher dele, Juliana Bassetto, de 27 anos, depois da liberação de gás tóxico durante uma aula de natação em uma academia na zona leste de São Paulo. No vídeo gravado ainda na UTI, Vinícius reconstrói a sequência com calma, mas sem esconder o impacto.
Ele conta que estava na raia da direita quando sentiu o primeiro sinal de que algo estava errado: o peito começou a arder e a respiração ficou difícil de forma quase imediata. “Encostei na borda sufocando”, relatou. A sensação, segundo ele, não foi de cansaço físico, mas de irritação intensa nas vias respiratórias.
A reação inicial foi sair da piscina para pedir ajuda. Já fora da água, percebeu que Juliana enfrentava o mesmo quadro. Ela também tentava deixar a piscina, visivelmente afetada. Vinícius voltou para auxiliá-la na saída. Os dois conseguiram deixar o ambiente e caminhar até o saguão da academia.
Foi nesse ponto que a situação de Juliana piorou. Ela apresentava falta de ar acentuada e precisou se sentar no chão. O desconforto respiratório não cedia. Vinícius pegou os pertences do casal e decidiu levá-la imediatamente ao hospital. No atendimento médico, o quadro evoluiu de forma diferente para cada um. Ele também passou mal e precisou de internação, mas conseguiu se recuperar. Juliana não resistiu às complicações.






