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Eduardo Bolsonaro defende candidatura de Júlia Zanatta como vice de Flávio em 2026

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro reafirmou seu APOIO à deputada Júlia Zanatta como vice em uma possível chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, enfatizando a importância da representação feminina...

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro manifestou, nesta sexta-feira (19), seu APOIO à deputada Júlia Zanatta (PL-SC) como uma potencial vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições de 2026. A declaração foi feita através de uma postagem na rede social X, onde Eduardo provocou um debate sobre a relevância da vice-presidência, questionando: "Quem acha que o Brasil merece uma vice que saiba o que é uma mulher? Eu acho que sim".

O APOIO de Eduardo ocorre em meio a um contexto em que Júlia Zanatta discute as atribuições da vice-presidência e defende a recuperação do significado da palavra mulher. Em um vídeo, ela mencionou a possibilidade de a vice-presidente abordar questões ideológicas, enquanto Flávio Bolsonaro se concentraria em uma agenda mais ampla. Zanatta destacou a importância de resgatar a definição de mulher, criticando o governo atual que, segundo ela, tem promovido um apagamento da palavra em documentos oficiais ao substituir por termos como "pessoas que gestam".

Essa questão se entrelaça com uma recente polêmica no Congresso, onde a deputada Erika Hilton (PSOL) foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. Hilton, a primeira mulher transexual a ocupar esse cargo, teve sua eleição marcada por divisões sobre a definição de representatividade feminina. A votação que a elegeu ocorreu em março e resultou em 11 votos favoráveis, com 10 em branco.

Após a eleição de Erika Hilton, Júlia Zanatta criticou a escolha, afirmando que ela representava uma “Derrota para as mulheres na semana da mulher”. Esse embate reflete as tensões dentro do Congresso sobre a representação e o que significa ser mulher na política, um tema que tem ganhado destaque nas discussões sobre gênero e direitos no Brasil.

A defesa de Eduardo Bolsonaro pela candidatura de Júlia Zanatta como vice-presidente se insere em um contexto mais amplo de debate sobre a identidade feminina e a forma como as políticas públicas abordam as questões de gênero. A proximidade das eleições de 2026 intensifica essas discussões, que prometem ser centrais na agenda política do país.

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