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Edinho Silva e Marília Campos se reúnem, mas não definem candidatura em Minas Gerais

Reunião entre presidente do PT e ex-prefeita de Contagem não resultou em acordo sobre disputa ao governo de MG. Novo encontro está previsto para a próxima semana....

A reunião entre Edinho Silva, presidente nacional do PT, e Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, não resultou em um consenso sobre a candidatura ao governo de Minas Gerais. O encontro, que ocorreu a pedido do presidente Lula, tinha como objetivo persuadir Marília a desistir de sua candidatura ao Senado, na qual está bem posicionada nas pesquisas, e se candidatar ao Palácio Tiradentes. No entanto, a ex-prefeita manteve sua resistência à proposta.

Os aliados de Marília descreveram a reunião como "longa", "amigável" e "respeitosa", com a presença também da presidente estadual do PT, Leninha. Apesar da falta de uma decisão, os três participantes concordaram que a definição sobre a candidatura deve ocorrer na próxima semana.

Em nota, Leninha confirmou que nenhuma decisão foi tomada durante o encontro e ressaltou que o diálogo com a direção e lideranças estaduais e nacionais continuará. Novas conversas estão previstas para os próximos dias.

Na semana anterior, a bancada do PT havia decidido por uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais, após uma reunião com o presidente Lula em Brasília. Inicialmente, Lula desejava lançar o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, como candidato. Contudo, Pacheco recusou o convite, levando Lula a reavaliar suas opções no estado, considerado estratégico para a eleição presidencial.

Desde a República Velha, todos os candidatos que venceram em Minas Gerais também triunfaram nas eleições nacionais, o que torna a disputa ainda mais relevante. Antes de optar pela candidatura própria, Lula cogitou apoiar outras candidaturas, incluindo a de Gabriel Azevedo, do MDB, mas enfrentou resistência dentro do PT devido ao histórico político de Azevedo. Ele começou sua trajetória no PSDB, onde Aécio Neves foi uma figura central, e apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Além disso, houve tentativas de reaproximação com o ex-prefeito Alexandre Kalil, do PDT, mas as negociações não avançaram, complicando ainda mais o cenário eleitoral em Minas Gerais.

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