O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, organizou um encontro com sua equipe de segurança nacional no último sábado, dia 16, com o foco nas questões relacionadas à guerra no Irã. A reunião se deu logo após o retorno de Trump de uma viagem à China, e a expectativa é que os membros da equipe se reúnam novamente no início desta semana para continuar as discussões.
Participaram da reunião o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o diretor da CIA John Ratcliffe e o enviado especial Steve Witkoff. O encontro ocorreu no clube de golfe do presidente, onde Trump se mostrou cada vez mais impaciente com as negociações em andamento com Teerã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, que tem afetado os preços globais do petróleo.
Um dia após a reunião, Trump fez uma postagem em sua rede social, Truth Social, afirmando que o Irã deveria "avançar, RÁPIDO, ou não restará nada deles", ressaltando que "o TEMPO É ESSENCIAL!". Esta declaração reflete a urgência que o presidente sente em relação à situação no Oriente Médio.
Durante sua visita à China, Trump e sua equipe haviam postergado decisões sobre o Irã, aguardando o desenrolar das conversas entre o presidente americano e o líder chinês, Xi Jinping. Nos últimos dias, Trump começou a considerar a possibilidade de retomar operações de combate no Irã, apesar de sua preferência por uma resolução diplomática.
No domingo, Trump também se comunicou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em um contexto de crescente tensão na região. Enquanto isso, do lado iraniano, não há sinais de recuo por parte das autoridades. A mídia estatal do Irã informou que o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, se encontrou com líderes iranianos, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian, para discutir a situação.
O Paquistão tem atuado como mediador nas negociações entre os EUA e o Irã. Durante essas conversas, representantes de Teerã reiteraram que a presença militar americana no Oriente Médio é um fator de instabilidade. A agência de notícias Tasnim, vinculada ao governo iraniano, noticiou declarações de Pezeshkian, que acusou os EUA e Israel de fomentarem divisões entre nações islâmicas e de não buscarem uma relação saudável e cooperativa com os países da região.







