O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu aliados em Washington para lançar o 'Conselho de Paz', uma nova instituição que busca avanços na Faixa de Gaza, mas com ambições que se estendem além dessa região. O evento contou com a presença de quase 20 líderes mundiais, incluindo o argentino Javier Milei, mas chamou a atenção a ausência de dirigentes europeus, tradicionalmente envolvidos em iniciativas dos EUA.
O 'Conselho de Paz' foi criado após negociações entre o governo Trump, Catar e Egito, resultando em um cessar-fogo para encerrar dois anos de conflito em Gaza. Agora, o foco está no desarmamento do Hamas, que atacou Israel em 7 de outubro de 2023, levando a uma ofensiva israelense. O Ministério da Saúde de Gaza reportou 601 mortes desde o início da trégua, enquanto Israel afirmou que o Hamas matou ao menos um soldado.
Durante a reunião, Trump deve anunciar promessas de investimentos superiores a 5 bilhões de dólares para Gaza, além de discutir a implementação de uma Força Internacional de Estabilização, com a Indonésia se oferecendo para enviar até 8.000 militares. Autoridades americanas destacam que estão sendo feitos progressos, com pressão sobre o Hamas para entregar suas armas.
A reunião ocorrerá no Instituto da Paz dos Estados Unidos, que foi renomeado por Trump. Ele terá poder de veto sobre o 'Conselho de Paz' e poderá manter sua liderança mesmo após deixar o cargo. Para se tornar membro permanente, os países devem contribuir com 1 bilhão de dólares, e embora a reunião esteja centrada em Gaza, há a expectativa de que a instituição atue em questões globais.






