O Paraguai, atualmente à frente da presidência semestral do Mercosul, está liderando iniciativas voltadas para a digitalização aduaneira do bloco. O objetivo central dessas discussões é a redução de custos e prazos, visando facilitar as transações comerciais entre os países da região.
No início de abril, a cidade de Assunção, capital do Paraguai, recebeu a 129.ª Reunião Ordinária do Comitê Técnico n.º 2 de Assuntos Aduaneiros e Facilitação do Comércio. O encontro, que durou três dias, contou com a presença de representantes dos governos do Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia, com foco na implementação do Sistema Informatizado de Trânsito Internacional Aduaneiro (Sintia).
Durante a reunião, os participantes avançaram nas conversas sobre a integração das bases de dados aduaneiros dos países envolvidos. Um dos principais pontos discutidos foi a eliminação gradual do uso de documentos em papel, promovendo a adoção de assinaturas digitais e o intercâmbio eletrônico de documentos. Essa mudança tem como finalidade simplificar os trâmites, diminuir a burocracia e aumentar a eficiência das operações aduaneiras na região.
Além disso, os países presentes debateram a necessidade de realizar controles integrados nas fronteiras, o que poderia reduzir a duplicidade de fiscalizações. Essa questão é particularmente relevante para Paraguai e Bolívia, que não têm acesso direto ao mar e enfrentam desafios adicionais em suas operações comerciais.
Um exemplo prático dessas dificuldades pode ser observado na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, onde caminhoneiros são submetidos a fiscalizações em ambos os lados ao transitar de um país para o outro. Esse processo não apenas retarda a liberação das mercadorias, mas também gera custos extras a cada dia de espera, afetando a agilidade do comércio na região.





