O desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado no domingo, foi marcado por controvérsias na Marquês de Sapucaí. A Acadêmicos de Niterói, em sua estreia no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, apresentou o enredo "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil". Lula acompanhou a apresentação do camarote da Prefeitura do Rio, ao lado de sua esposa, ministros e aliados políticos, embora a primeira-dama tenha desistido de desfilar.
A representação do ex-presidente Jair Bolsonaro gerou grande polêmica. No desfile, Bolsonaro foi retratado como um palhaço vestindo um uniforme de presidiário, uma alusão a sua situação na prisão, e no primeiro carro alegórico apareceu caracterizado como "Bozo", apelido utilizado por críticos. O desfile também fez referência ao impeachment de Dilma Rousseff, com encenações que mostravam sua posse e a ascensão de Michel Temer à presidência.
Janja, a primeira-dama, decidiu não participar do desfile, apesar de ter sido anunciada como destaque. Sua decisão foi motivada pelo desejo de evitar interpretações de campanha eleitoral antecipada, mesmo sem impedimentos legais para sua presença. A situação gerou discussões sobre os limites da participação de autoridades em eventos festivos.
Uma ala do desfile abordou o tema "neoconservadores em conserva", representando setores vistos como opositores a Lula, como evangélicos e defensores da ditadura militar. A representação gerou reações negativas, com críticas de figuras públicas, como a senadora Damares Alves, que condenou a ridicularização do grupo religioso, e Michelle Bolsonaro, que se manifestou sobre a exposição da fé cristã em um contexto político.






