A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, um aumento em relação aos 5,2% do período até novembro. Apesar da alta, este índice é o menor já registrado para o trimestre desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. No mesmo período, o Brasil contava com 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões em busca de emprego.
O aumento do desemprego é atribuído à perda de vagas nos setores de saúde, educação e construção. A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que essa variação é sazonal, especialmente nas áreas de educação e saúde, onde muitos trabalhadores são contratados temporariamente.
Apesar do aumento na taxa de desocupação, o rendimento médio mensal dos trabalhadores alcançou R$ 3.679, o maior valor registrado, representando um aumento de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. O crescimento no rendimento é impulsionado pela alta demanda por trabalhadores e pela formalização nas atividades de comércio e serviços.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado se manteve em 39,2 milhões, enquanto o número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões. A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, representando 38,3 milhões de trabalhadores informais.








