Um fragmento ósseo de elefante, com aproximadamente 2,2 mil anos, foi encontrado em Córdoba, na Espanha, e pode ser a primeira evidência direta do uso de elefantes de guerra na Península Ibérica. O osso, do tamanho de uma bola de beisebol, pertence ao carpo da pata dianteira direita do animal, conhecido como tornozelo.
Pesquisadores relacionam o achado à campanha militar de Aníbal Barca durante a Segunda Guerra Púnica, que ocorreu entre 218 e 202 a.C. Aníbal partiu da Península Ibérica com 37 elefantes para atacar Roma, e a presença desses animais tinha uma função estratégica e psicológica, visando intimidar as tropas inimigas.
Até este achado, havia poucos vestígios materiais que comprovassem a presença de elefantes na Europa Ocidental. O autor principal do estudo, Rafael Martínez Sánchez, considera que o fragmento pode ser um “marco histórico” do uso bélico desses animais na região.
Os cientistas estudam agora a espécie do elefante, com hipóteses que incluem o elefante asiático, utilizado por Cartago na Primeira Guerra Púnica, e o elefante africano do Norte, uma subespécie extinta associada aos exércitos cartagineses. No mesmo sítio, foram encontrados 12 projéteis esféricos, indicando que o elefante pode ter morrido em combate em uma aldeia fortificada próxima à Córdoba.






