A crescente preocupação com o desaparecimento de adolescentes em Curitiba tem gerado discussões entre autoridades e familiares. Nos últimos dias, pelo menos três incidentes envolvendo meninas com idades entre 13 e 17 anos foram registrados, embora todas tenham sido localizadas. Os casos apresentam características semelhantes, como a ausência repentina, decisões impulsivas e a influência de relacionamentos fora do ambiente familiar, frequentemente iniciados por meio da internet.
Um dos casos mais recentes chamou a atenção após uma adolescente alegar ter sido sequestrada. Contudo, a investigação revelou que a jovem saiu de casa por vontade própria, sendo flagrada em imagens ao entrar em um carro voluntariamente. Durante o tempo em que esteve fora, a adolescente se hospedou em um hotel e chegou a solicitar dinheiro à família utilizando uma falsa ameaça como justificativa.
Outro episódio ocorreu com uma adolescente que desapareceu ao sair da escola na região do Sítio Cercado. Embora tenha informado à mãe que retornaria para casa, não chegou, sendo encontrada dias depois. A família mencionou que essa não era a primeira vez que a jovem havia fugido, embora a mãe tenha afirmado que não havia razões aparentes para tal ato, destacando uma relação familiar saudável.
Além disso, uma jovem desapareceu após um passeio em um parque, levando sua família a mobilizar buscas até que ela fosse encontrada. O delegado Thiago Filgueira observou que o perfil mais comum de adolescentes desaparecidas varia entre 13 e 16 anos. Ele apontou que os conflitos familiares e relacionamentos amorosos são frequentemente as causas mais comuns para essas fugas.
“A faixa etária de desaparecimento de adolescentes geralmente é de 13 a 16 anos. As causas geralmente estão ligadas a conflitos familiares, fugas para encontros amorosos e algumas situações relacionadas ao uso e consumo de drogas”, explicou o delegado. Ele também alertou sobre os riscos das relações online, que podem levar a decisões apressadas e perigosas.
O delegado enfatizou que qualquer ato libidinoso envolvendo menores de 14 anos é considerado crime, independentemente do consentimento. Além disso, ressaltou que jovens adultos que incentivam ou facilitam a fuga de crianças ou adolescentes podem ser responsabilizados criminalmente, podendo ser presos em flagrante.





