O deputado Luiz Claudio Romanelli criticou a adoção do sistema de cobrança eletrônica, denominado free flow, em rodovias paranaenses. Ele destacou que as concessionárias buscam reduzir custos operacionais ao eliminar barreiras físicas, mas não garantem tarifação proporcional ao trecho utilizado pelos veículos.
Romanelli ressaltou que o modelo inicial previa pontos fixos com coordenadas geográficas e opções de pagamento manual. A transição para leitura automatizada de placas em pontos desconexos dificulta o controle financeiro, especialmente para caminhoneiros e motoristas que precisam planejar rotas com mais de uma administradora.
Segundo o parlamentar, motoristas que atravessam áreas concedidas por diferentes empresas, como de Maringá até Paranaguá, podem sofrer sanções por não localizar plataformas de pagamentos. Ele afirmou que multas por evasão podem gerar valores milionários, que, em sua avaliação, serão direcionados às próprias concessionárias como compensação.
A medida é defendida por maior fluidez no trânsito e redução de poluentes, mas Romanelli alertou que a adoção atual configura um transtorno potencial para os usuários. Ele aguarda intervenção do governo federal para rever a obrigatoriedade imposta pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).






