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Deolane Bezerra foi monitorada pela Interpol antes de prisão em São Paulo

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra estava sob vigilância da Interpol e retornou ao Brasil um dia antes da Operação Vérnix, que resultou em sua prisão. Ela...
relogio — Foto: relogio

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi monitorada pela Interpol durante sua estadia na Itália, onde passou mais de 20 dias antes de retornar ao Brasil. Durante esse período, ela se hospedou em um imóvel de alto padrão na região da Piazza di Spagna, com diárias que ultrapassavam R$ 15 mil. Apesar de estar sob vigilância, Deolane compartilhou diversos vídeos e registros de sua viagem nas redes sociais, enquanto era acompanhada à distância por investigadores.

A Polícia Civil de São Paulo discutiu estratégias para cumprir a prisão preventiva de Deolane ainda em território europeu. Contudo, a influenciadora voltou ao Brasil um dia antes da deflagração da Operação Vérnix, que resultou em sua prisão ao desembarcar em São Paulo. A investigação que levou à sua detenção está relacionada a um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Deolane Bezerra é investigada por diversas suspeitas, incluindo lavagem de dinheiro, associação ao tráfico de drogas e possível integração à facção criminosa. Segundo os investigadores, a influenciadora teria atuado como uma “caixa” financeira do grupo criminoso. A defesa de Deolane nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas, afirmando que todos os valores recebidos são de origem lícita, devidamente declarados e comprovados.

Além disso, a investigação revelou a existência de empresas consideradas de fachada registradas em nome de Deolane em cidades do interior paulista, nas proximidades do presídio de Presidente Venceslau. A polícia destacou que alguns endereços dessas empresas eram compartilhados com diversas outras firmas.

Esse caso é um desdobramento de uma investigação iniciada em 2019, que teve início após a apreensão de bilhetes manuscritos em uma cela da penitenciária de Presidente Venceslau. As mensagens continham ordens atribuídas a líderes da facção, como Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Alejandro Camacho Júnior, também conhecido como Marcolinha.

A defesa de Deolane Bezerra, representada pelo advogado Aury Lopes Jr., enfatizou que a influenciadora não possui vínculos com a transportadora investigada ou seus proprietários. Em audiência de custódia, ela alegou que os valores recebidos eram legítimos, referentes a serviços prestados durante sua atuação como advogada criminalista.

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