O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (9) manter a prisão de Deolane Bezerra, influenciadora e advogada que foi detida durante a Operação Vérnix, a qual investiga um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu no dia 21 de maio e, desde então, a defesa de Deolane havia solicitado a liberdade, mas o pedido foi negado pelos ministros da Quinta Turma do STJ.
Os ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Maria Marluce Caldas e Messod Azulay Neto enfatizaram que a situação demanda uma análise mais detalhada e pediram agilidade ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para que o processo avance rapidamente. A decisão liminar do TJSP que mantém Deolane presa foi considerada válida, uma vez que os argumentos apresentados pela defesa ainda não foram devidamente avaliados.
O relator do caso, ministro Ribeiro Dantas, afirmou que não foram identificadas ilegalidades na decisão do tribunal paulista que justificassem uma intervenção antecipada do STJ. Deolane Bezerra foi detida na manhã do dia 21 de maio durante a Operação Vérnix, que foi realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em conjunto com a Polícia Civil, com o intuito de desmantelar o esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
De acordo com a investigação, Deolane teria recebido quantias da facção criminosa através de uma empresa de transportes que é considerada um dos braços financeiros da organização. A operação foi coordenada pela Central de Polícia Judiciária de Presidente Venceslau e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Presidente Prudente.
Além de Deolane, foram alvos da operação outros indivíduos, entre eles Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder do PCC; seu irmão Alejandro Camacho; e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola. Outros membros da família, como Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Everton de Souza, também estão envolvidos na investigação, sendo este último apontado como operador financeiro do grupo criminoso. No total, foram emitidos seis mandados de prisão preventiva no dia da operação, além de ordens de busca e apreensão.
Marcola e Alejandro estão atualmente presos na Penitenciária Federal de Brasília. No mesmo dia em que foi presa, Deolane teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva após uma audiência de custódia na Vara das Garantias, em Osasco, São Paulo. O Tribunal de Justiça de São Paulo comunicou que a audiência verificou a regularidade do cumprimento do mandado de prisão, não identificando nenhuma irregularidade, e, por isso, a influenciadora foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Santana, localizada na Zona Norte da capital.







