Uma recente denúncia formal levantou questionamentos sobre a atuação do Tribunal Eclesiástico da Igreja Católica em Curitiba, relacionada a anulações de casamentos desde 2012. A acusação indica que um padre atuou como juiz relator sem a titulação necessária de mestrado em Direito Canônico, o que é exigido pelas normas da Igreja para essa função.
Caso a irregularidade seja confirmada, centenas de processos julgados nos últimos 12 anos podem ser afetados. A situação veio à tona após um fiel solicitar a nulidade matrimonial em 2019 e, após uma decisão negativa em 2020, perceber que sua apelação não foi encaminhada para a segunda instância.
Maria Ernestina Amaral Jambersi, ex-juíza adjunta do Tribunal Eclesiástico de Apelação de Curitiba, denunciou o caso e afirmou ter enfrentado assédio moral e psicológico após questionar os procedimentos internos. Ela relatou que buscou apoio junto ao arcebispo e instâncias superiores, mas não obteve respostas.
O advogado da denunciante, Caio Percival, destacou que a ausência da titulação pode levar à anulação dos atos praticados. A Arquidiocese de Curitiba foi procurada para se manifestar sobre as acusações, e a reportagem será atualizada caso haja retorno.






