A advogada permaneceu na Penitenciária Feminina de Santana das 15h20 de quinta-feira, 21, até as 5h20 do dia seguinte, quando foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, situada a 670 quilômetros da capital. A SAP informou que a custódia de Deolane ocorreu “como advogada”, conforme decisão judicial, mas não esclareceu se irá investigar as alegações apresentadas pelo sindicato.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de São Paulo (OAB-SP) destacou que a legislação permite que advogados que estão presos preventivamente sejam alocados em locais separados dos demais detentos, como em salas de Estado-Maior ou espaços equivalentes. A Comissão de Prerrogativas da OAB-SP está acompanhando o caso, enfatizando que sua atuação se baseia na defesa das prerrogativas profissionais e não em privilégios pessoais.
Entre os privilégios apontados pelo Sinppenal estão a criação de uma cela específica, reformas e pintura do local, além de uma cama de ferro com colchão, lençóis e travesseiro que diferem dos padrões normais do presídio. Também foram relatadas informações sobre um chuveiro elétrico privativo, e policiais penais afirmaram em mensagens e áudios que Deolane estava isolada das demais detentas. Informações sobre alimentação diferenciada, que normalmente é destinada a servidores da unidade, também foram mencionadas.
Em resposta a essas alegações, o sindicato enviou um ofício à SAP solicitando a abertura de um procedimento administrativo disciplinar. O intuito é investigar possíveis irregularidades e identificar os responsáveis. Fábio Jabá, presidente do Sinppenal, expressou preocupações sobre a legalidade do tratamento dispensado a uma detenta que é suspeita de conexão com o crime organizado.







