A defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, manifestou-se sobre a quebra de sigilo aprovada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O advogado Guilherme Suguimori disse que a medida é 'dispensável'.
Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime, disse o advogado. A defesa de Lulinha ainda comentou sobre a autorização concedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para quebrar os sigilos bancário, telemático e fiscal do empresário.
O empresário também foi citado em decisão do ministro que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizar, em dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto. A CPMI do INSS está concentrada em analisar fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), qualificou Antônio Carlos Camilo Antunes como 'autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil'. Segundo os dados apurados pela CPMI, o 'Careca no INSS' seria o operador do esquema e teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses.






