A Justiça de São Paulo decidiu não acatar o pedido de prisão preventiva de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, popularmente conhecido como Oruam. O rapper enfrenta uma ação penal movida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) devido a disparos de arma de fogo.
Em um despacho datado de 25 de maio, a juíza Cláudia Vilibor Breda argumentou que Oruam foi devidamente notificado sobre o processo por meio de seu advogado, que atuou com procuração. A magistrada concluiu que, neste momento, não existem indícios concretos que sugiram que o rapper tentaria fugir da aplicação da lei ou obstruir o andamento do processo.
O pedido de prisão preventiva foi apresentado no dia 5 de maio pelo promotor Alan Carlos Reis Silva, que destacou que Oruam é alvo de investigações por crimes como lavagem de dinheiro, envolvimento com o Comando Vermelho (CV) e tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro.
Silva enfatizou que o rapper estaria foragido, o que dificultaria a efetivação da jurisdição penal e comprometeria a execução de uma possível condenação. O promotor argumentou que o fato de Oruam estar com paradeiro desconhecido representa um risco real e poderia frustrar a aplicação da lei.
O rapper se tornou alvo de investigação do MPSP após um incidente em dezembro de 2024, quando disparou uma espingarda durante uma festa em Igaratá, no interior de São Paulo. As imagens do ocorrido foram gravadas e amplamente divulgadas nas redes sociais, gerando repercussão e a atuação das autoridades.
Com a decisão da Justiça, Oruam permanece em liberdade enquanto as investigações seguem em curso, e o desfecho dessa situação ainda é incerto.







