Aliados e membros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressaram críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que vetou a visita dos filhos de Jair Bolsonaro ao ex-presidente no Dia dos Pais. Um auxiliar próximo a Lula comentou que a proibição "não me parece humana", destacando a importância do evento familiar.
Os integrantes do governo avaliam que a medida de Moraes pode acabar fortalecendo a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho 01 de Jair Bolsonaro, que se apresenta como candidato à Presidência. A percepção é de que a decisão pode ser utilizada pela família Bolsonaro como um novo argumento em uma narrativa de perseguição, especialmente direcionada ao ex-chefe do Executivo.
No último sábado (8), Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que seus filhos Carlos, Jair Renan e Flávio pudessem visitá-lo no Dia dos Pais, celebrado no domingo (9). A defesa argumentou que a solicitação tinha um caráter "humanitário e familiar", visando à preservação dos laços entre o ex-presidente e seus filhos.
Entretanto, Moraes manteve a restrição que impede o ex-presidente de receber visitas por um período de 30 dias, exceto para sua equipe médica e advogados. Essa proibição foi imposta após Jair Bolsonaro descumprir as condições estabelecidas pela Corte para a sua prisão domiciliar humanitária, que incluía a proibição de divulgar mensagens nas redes sociais.
A situação se agravou após Flávio Bolsonaro ter divulgado uma carta política atribuída ao pai, o que levou Moraes a considerar que houve violação das restrições impostas. Como resultado, o senador ficou proibido de visitar Jair Bolsonaro por um intervalo de 90 dias, aumentando o descontentamento entre os aliados do governo Lula e criando um novo capítulo na relação entre os dois grupos políticos.





