Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi transferido da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para o Centro de Detenção Provisória II, localizado em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Ele e seu cunhado, Fabiano Zettel, que se entregou à PF, foram levados ao presídio após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as transferências para penitenciárias estaduais a pedido da própria PF.
A Polícia Federal informou que as superintendências regionais são destinadas à custódia transitória e de curtíssima duração, voltadas apenas para formalizações administrativas. Vorcaro foi preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras, incluindo crimes como lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
A operação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil, que analisou movimentações financeiras relacionadas ao grupo investigado.
Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e o sequestro de bens que podem atingir R$ 22 bilhões. As liquidações do Banco Master, decretadas pelo Banco Central em novembro de 2025, revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro, envolvendo fraudes bilionárias e graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.






