A família do banqueiro Daniel Vorcaro iniciou negociações com o criminalista Daniel Bialski, conhecido por sua boa relação com o ministro do STF, André Mendonça. Essa sondagem ocorre em um momento estratégico, com a expectativa de que Vorcaro apresente uma proposta de delação mais abrangente.
Bialski foi considerado para a defesa de Vorcaro após a saída de José Luís de Oliveira Lima, o Juca, que estava à frente do caso até a semana passada. As conversas entre os representantes de Vorcaro e Bialski foram confirmadas, embora, até o final da tarde do dia 24 de maio de 2026, a contratação ainda não tivesse sido formalizada.
Um dos objetivos dessa mudança de defesa é melhorar a comunicação com Mendonça, que é o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal. Fontes indicam que a relação tensa entre Juca e o ministro pode ter contribuído para a decisão de mudar de advogado.
Além disso, há a expectativa de que Vorcaro busque ampliar sua delação, incluindo mais nomes do cenário político. Há especulações sobre possíveis conflitos relacionados à lista de delatados em relação à carteira de clientes de Juca.
Informações indicam que Vorcaro pode ter omitido dados relevantes sobre certos políticos na primeira proposta de delação, o que gerou desconforto em Mendonça. Essa situação pode ter influenciado na recusa da Polícia Federal em aceitar o acordo inicial, que não atendeu às expectativas para a concessão de benefícios.
Com a saída de Juca, Vorcaro agora se prepara para tentar convencer a PGR a aceitar uma nova colaboração, que ainda precisará ser homologada por Mendonça no STF.







