Carlo Ancelotti, com um histórico de sucesso como treinador, incluindo cinco títulos da Liga dos Campeões, enfrenta desafios significativos à frente da Seleção Brasileira. Desde sua contratação em maio de 2025, Ancelotti, o primeiro técnico estrangeiro da seleção, teve um tempo limitado para se familiarizar com o futebol brasileiro. Comparado a Didier Deschamps, que está à frente da Seleção Francesa há 14 anos, Ancelotti ainda precisa desenvolver um time com o DNA característico do Brasil, pentacampeão mundial.
Um dos principais pontos criticados na gestão de Ancelotti foram as convocações para a Copa do Mundo de 2026. A lista de jogadores apresentou problemas, especialmente com as lesões de Militão e Wesley, levando o treinador a convocar zagueiros como Danilo e Ibañez para a posição de lateral-direito, o que gerou improvisações. Além disso, a inclusão de atletas em declínio, como Casemiro, Alex Sandro, Danilo e Neymar, levantou questionamentos. Neymar, que se tornou reserva de Douglas Santos, não conseguiu ter um desempenho à altura das expectativas durante o torneio.
Outro erro destacado foi a convocação de Neymar, que, mesmo sendo o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira com 80 gols, chegou à Copa do Mundo após uma lesão significativa na panturrilha. A decisão de levar o jogador, que não estava em plenas condições físicas, acabou sendo vista como uma estratégia midiática falha. Durante as partidas contra a Escócia e a Noruega, Neymar mostrou-se sem ritmo de jogo, questionando sua efetividade na equipe.
A abordagem tática de Ancelotti também foi alvo de críticas. O treinador tentou implementar uma filosofia que incluía defender com um bloco baixo e atacar com agressividade, mas a falta de tempo para treinar o time prejudicou a execução de suas estratégias. O Brasil de Ancelotti pareceu indeciso em campo, tentando realizar diversas ações sem que nenhuma fosse plenamente efetiva. A combinação de erros na convocação e na abordagem tática resultou em um desempenho abaixo do esperado Na Copa do Mundo.
Com contrato com a CBF até 2030, Ancelotti deve continuar no comando da Seleção Brasileira, com a expectativa de que, com mais tempo para se adaptar ao futebol nacional, ele consiga melhorar o desempenho da equipe. Para resgatar o orgulho dos torcedores e restaurar a tradição da camisa amarela, será necessário montar uma equipe competitiva que possa honrar a história da seleção, que não conquista uma Copa do Mundo há 24 anos.







